sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009


Casei-me com três belas Putas
A Paz, Amor e Felicidade
Vivíamos sem ciúmes nem disputas
Gozando a vida na libertina tranqülidade

Qual vinho que à volúpia conduz
Penetrava nas nadegas de Amor
Ludibriado pelos delírios que a felicidade produz

Depois que acordo antes do café
Vou ler o meu jornal na piscina
Paz e Felicidade já voltaram pro cabaré
e Amor, inocente, faz ponto na esquina

Mais noites, mais desejos, mais bacanais!
Assim o matrimônio em continuo gozo
Espedaçou-se com as desgraças fatais!

Eis o fim das Ninfas Bacantes:
Felicidade tomou benzina
De AIDS pereceu Amor
Paz com raiva canina
Foi sacrificada com enorme horror
Insolável, me consalava nas amantes!

Desilidido com este passatempo,
o casamento, fui tomado por racional compreensão
Que o fim de toda prazerosa união
É o Mais profundo, quimérico, sofrimento !

domingo, 16 de novembro de 2008

1°fuga. Parte 1

_Ei motorista, eu fui roubado, estou indo ao parque florestal encontrar a minha tia, será que você pode me da uma carona ?
_Nao sei, o fiscal está ali, você foi roubado?
_Sim - repondi com uma feiçao chorosa - roubaram meu tênis e o dinheiro.
_Hum.. Passa ai por debaixo da catraca.

Era um ônibus amarelo, bem usado, com poltronas marrons, não havia muitos passageiros. Sentei-me na última fileira. A janela era larga , via bem por onde o onibus passava. Logo um sentimento, uma curiosidade foi se apossando. Que tal conhecer Anápolis? Será que o interior é tão bom quanto a capital ? O desejo de ir ao parque passara, a mentira contada ao motorista, de nada me valia. Em menos de uma hora, lá estava eu em Anapolis. Sem dinheiro, Sem documentos, sem responsabilidade, sem medo.

Desembarco na rodoviária, que fome! que sede! que alegria! Estou longe de casa há uma semana e meia. Longe do medo. Ah, o ar eh mais puro longe do berço. O suplício familiar não me alcançava.

A barriga ronca, e tem pressa. Havisto um MCDonald's, é terça-feira, R$ 0.89 centavos um hamburg. Não será difíciel conseguir algum. Sento no banco em frente ao estabelecimento, a calça jeans preta, a camisa branca com quadrados xadrez, a sandália havaiana, a minha cara desesperada de fome não fica imperceptivel. Ganho dois hamburgueres e uma coca-cola em lata do gerente. Filântropia capitalista. Volto à rodoviária, o crepúsculo se anuncia entre os poucos prédios. Há na rodoviária um orgão que protege, contra eles mesmos, os imigrantes, vagabundos e mendigos. Oba! tenho onde durmir. Uma seção com camas nas própria rodoviária. Mas não estou sozinho, onde há lama, há porcos. A imundície é solidária.
Conheço Renato, um paraense, tinha cabelos liso e curto, a pele clara, um metro e setenta, e era magro. Um sujeito que largou a família e se picou pra Goiânia, devido há mazelas inerentes À todos que não nascem pra viver e sim pra encher a barriga, estava tentando regressar pra sua terra com o fracasso, o opróbio, e uma alegria, a velha alegria por ainda estar vivo, que me contagiava pouco a pouco.

_Como veio parar aqui ? - perguntei-lhe.
_Vim à pé. Fui roubado na capital e, desde segunda estou na estrada. E você ?
_Eu quero ir por ai, estou de férias e quero aproveitá-las.
_ Você não tem medo, quantos anos tens? - perguntou-me coçando a cabeça.
_Tenho muito, meu maior medo é voltar.
_ E a sua idade?
_13.
_Ah, tu é muito novo, não sabe do que está falando.
_Que revistas são essas ai ?
_HQ do Batman.

Noutro dia cedo, emocionado por passar a primeira noite sozinho fora da minha cidade natal, após lavar a cara no banheiro, vou até os guich?s. Bahia, Brasília, S?o Paulo, Minas ... O brasil todo num só lugar. Aonde ir? Como ir ?
Dentre cidades e cidades escolhi por estética nominal Chapecó-SC.


_Moço quanto custa a passagem para Chapecó?
_R$ 150,00. Você vai sozinho?
Muito caro - pensei.
_E para Londrina?
_R$ 75,00. Você vai sozinho?
_Sim. Sabe o que é? Eu morava com meu pai em Goiânia, minha mãe mora em Londrina. Um dia eu fui jogar bola quando eu voltei, não tinha nenhum móvel em casa. Me pai desapareceu. E agora eu quero ir pra Londrina encontrar com a minha mãe. Você pode me ajudar?
_Menino, eu sou apenas funcionário da empresa, se eu pudesse te ajudaria. Mas faça assim: Suba esta avenida, vire a primeira a direita, passando duas quadras dobre a esquerda e siga reto. Você chegará ao terminal de ônibus coletivos. Sabe o que é isso ?
_Claro.
_Então, quando você chegar nesse terminal, vai ter uma praça com um prédio azul, que é da prefeitura. Entra e pergunta onde fica o conselho tutelar. Peça para falar com Laura. Ela deve arrumar a passagem pra você.
_Sério, ela me dá a passagem?- perguntei inocentemente, mal sabendo o mal que me aguardava.
_Sim, pode ir lá que é certeza.
_Obrigado, senhor.

Anápolis é uma cidade com 150 mil habitantes. Clima agradável e tem um grande pólo industrial, além de ter umas das Bases da Força Aérea Brasileira devido a sua localização centralizada. Chego no terminal sem problemas. Entrando no prédio azul, com suas muitas repartições públicas - tenho que me higieniza!, 1° mandamento ao entrar em contato com pessoas públicas - havisto uma sala cujo na porta lê-se: Conselho Tutelar.

_Bom dia, a Laura está? - interroguei o guarda quando saia da sala.
_Sou eu -respondeu-me uma mulher com os cabelo curto e avermelhado.
_D. Laura, me chamo Marco e quero uma passagem para Londrina.
_A verba pra passagens deste mês acabou, volte mês que vem.

Maldiçâo! Estou com fome! Fome, meu álibi. Pense em quantas cosas posso fazer em nome da fome. Comer de graça. Graças a uma técnica que praticava há quase três anos, não morreria de fome. Do qual chamava de 'Trote'. Consistia em entrar no estabelecimento lanchar e, na hora de pagar, fingir que perdi o dinheiro. Claro, que havia a parte teatral da coisa. Uma cara de coitadinho, um semblante quase vertendo-se em lágrimas e uma punição por ter perdido a grana, que seria inflingida pela a dona do dinheiro: minha mãe. Entrei na lanchonete como de costume, olhei o lugar. Dois balcões, dois freezer, o dono parecia amigável, daria pra lanchar uns três reais sem problemas. Saí alegre e satisfeito.

Na rodoviária encontro com Renato e com seu novo amigo: O vendedor de giz pra matar baratas. Ele compra o giz na capital e sai vendendo no interior pelo triplo do preço. Noutro dia cedo, nos propõe que cada um leve 20 gizes para vender à três reais cada. Um terço seria nosso o resto seria dele. Puta que pariu, teria que vender, no minímo, 225 gizes para vadiar em Londrina. Que eu só conheceria 3 anos depois.

Pois bem, pus-me a perambular com a sacola de giz. Entrando e saindo das lojas, ofercendo o milagroso matador, das quase imortais baratas. Ninguém, nenhum um individúo, quis experimentar essa novidade. Era só riscar no chão linhas horizintais, que quando a dona baratildes passasse, bateria as botas, morreria sorrindo com as pernas pro ar.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Carol


Odeio toda a mediocridade de sua essência
  • a insuficiência do seu ser feminino
  • a futilidade da sua vontade
  • a ignominiosidade do seu direito insolente
  • a sua mesquinha representação do mundinho a sua volta
  • a realidade patética que lhe cega
  • a frustração instantânea de estar a seu lado
Odeio o modo ineficaz como tenta modificar ou outros
Odeio em suma não te o sofrimento de te amar

tão normal


Fuja em quanto há tempo!
Não é seguro ficar perto,
Do eu débil temperamento
Fuja, fuja, fuja. Sê esperto!

A insanidade é meu algoz
Minha marca de nascença.
Estás enganado não é doença.
Ela salva-me desta selva atroz

Dinheiro não traz felicidade
A fala dele também não, abismal!
Alienação fez-se necessária
De nada vale, a nefasta e suja moral

No mundo: tudo é aparência!
Querer ser honesto, verdadeiro...
...ser honesto, é entregar-se por inteiro
É a mais estúpida e ingênua demência!

Dos males que o homem se enaltece
A compaixão pelo o fraco, é a pior!
-De clêmencia, da miséricordia, ele carece-
Ter pena: É violenta-lo brutalmente melhor!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

A pior do Mundo !



[Des]construção

"O seu sorriso tem todas as cores do mundo
Eu só consigo acreditar em algo bom
Quando você está do meu lado
E as tuas mentiras são as minhas verdades

E hoje tudo que possuo é sua amizade
Por que 20 minutos, são na verdade, 2 horas.
Que me importa família, dinheiro e Nietzsche?
Tenho dó dos que não te conhecem
Nas noites escuras, é o teu brilho que a lua reflete.

Quando me escondes na tua alma
A vida torna-se suportável
E sempre estaremos juntos
No Japão, em Marte ou no Inferno.

Tu me ensinas a profundidade
Das coisas mais simples
E as vacas que moram longe
Vão perdendo a importância."



sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Discrição



II

Verme, estúpido, ignóbil por exelência
que todas as desgraças consigo traz.
Reinvindica: O direito natural a insolência
como recompensa por todo mal que faz....

Ah! Sempre dependendo da sorte
Ser imprestável, que a todos infortuna
tens como única heroína: a morte!
esta ladra, excelsa dama soturna.

Oh verme, maligno, podre, perverso
sobrevives na lama da causalidade
Nêutro acidental do universo
Escondes tua falsa moralidade

Realidade, a pior das farsas
que todas as suas veradades consomem!
Maldito, porque ainda disfarças?
Já sabemos, tu verme: é o homem!

sábado, 10 de novembro de 2007

Ao Meu Destino







I


Sangüe, que abundante escorre

do verme ignoto que apodrece...

O impotente parasita que agora morre

ridículo, frustrado, maldito: Desvanece!


Infeliz, resto podre de carcaça

ignorado pelo o abutre e pelo o verme

nesta vida não importa o que faç

aJamais, ultrapassará seu estado de "ser' inerme


Não vencestes as quimeras do teu caminho

Maldito verme, que alguém deu a luz!

Inutilmente, sempre à vagar sozinho

Não foi por ti, que alguém morreu na cruz!


Súplicamos! Sê sensato verme: Morra!!!